4.° Aniversário da elevação do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade

No âmbito da comemoração do 4.° Aniversário da elevação do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade, realizou-se um colóquio a anteceder o espetáculo, no qual participou o Presidente da Junta, no painel a salvaguarda do cante, destacando o papel das autarquias neste processo pelos múltiplos apoios e projetos existentes.

«O cante como expressão etnomusical com profundas raízes na identidade de um povo trabalhador, ancestralmente ligado a uma diversidade religiosa que influenciou toda a região que hoje conhecemos como “Alentejo”, espaço de lutas várias nos contextos militar e político, afirmam uma cultura própria do “ser alentejano”, aquele que diz na poesia a transparência da sua alma, o valor da sua paisagem pura, mas sobretudo aquele que sente toda a dimensão da sua região, esteja fisicamente nela ou fora, quando as circunstâncias da vida o levaram a procurar outras paragens.

Todas estas características intervém no modo de cantar do povo alentejano e foram esses valores de pertença e força coletiva que elevaram aos céus o cante alentejano, reconhecendo-o como Património Cultural e Imaterial da Humanidade, constituindo para o Alentejo e para os Alentejanos, mas igualmente para Portugal e para os Portugueses, um motivo de enorme alegria e satisfação, afirmando um importante marco histórico na vida deste elemento cultural singular e um impulso decisivo à sua cada vez mais ampla divulgação e usufruto em todo o Mundo.

Este merecido reconhecimento abriu a possibilidade da sua expansão em termos de imagem e valorização musical e cultural pelo mundo fora, como responsabilizou todo um vasta trabalho na preservação e salvaguarda do cante, garantia da continuidade nacional incentivando a sua prosperidade atraindo a juventude e honrando os seus antepassados.

O Município de Almada apoiou desde sempre esta candidatura, promovida pelo Município de Serpa, por considerar que o Cante Alentejano, possuidor de excelsos intérpretes, corolário de uma diáspora das gentes alentejanas que souberam na terra de acolhimento plantar raízes antigas de tradições, de oralidade, de sentir e de viver do Alentejo que os viu partir, assume hoje, um trabalho fundamental na salvaguarda deste património e na transmissão deste saber como se cante no Alentejo e o Alentejo.»

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